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terça-feira, 11 de dezembro de 2012 Demografia, Empresas, Governo | 05:12

Política do idoso é "batata quente" para o governo Dilma

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O ritmo acelerado do envelhecimento da população é, cada vez mais, um dos principais temas econômicos do Brasil. A medida em que a questão entra na pauta social começa a ter, claro, um forte peso político. O Palácio do Planalto sabe disso e sabe também de suas deficiências na área.

Dilma: Brasil envelhece com deficiência nas políticas para o idoso (Foto: Alan Sampaio/iG Brasília)

Muitas das falhas foram apontadas publicamente pela presidente do Conselho Nacional dos Direitos do Idoso (CNDI), Karla Cristina Giacomin, que, agora, termina seus dois anos de mandato. Karla expôs o descaso do governo federal:

- A política do idoso é batata quente.

Falta aos conselhos (federal, estaduais e municipais) autonomia e infraestrutura para exercerem o direito constitucional de controle social. Há uma asfixia premeditada.

No próximo ano, com os 10 anos do Estatuto do Idoso, o assunto estará ainda mais em evidência. Os assessores de Dilma Rousseff articularam, então, para deixar as coisas sob controle e o CNDI terá uma presidência, digamos, “mais governamental”.

É a forma de mitigar os riscos assumidos hoje para o bem-estar do idoso do futuro. Daqui a 30 anos, o Brasil, como se sabe, terá um em cada quatro habitantes com mais de 60 anos.

De 1994 a 2010, o CNDI já rodou por quatro ministérios. Hoje está sob a gestão da Secretaria de Direitos Humanos, ligada à Presidência da República.

- A cada mudança, além da descontinuidade da gestão federal da Política Nacional do Idoso que contraria as leis da administração pública, o CNDI tem seu funcionamento prejudicado, diz Karla.

O CNDI é uma estrutura de dois funcionários.

- O conselho depende, para funcionar, da estrutura administrativa do próprio órgão que ele deveria fiscalizar.

Sem força, quase nada da Política Nacional do Idoso saiu do papel, como o programa de formação de cuidadores, que foi delegado aos municípios. Mas, no futuro, sem a menor dúvida, cairá no custo das empresas, como já ocorre mundo afora.

As empresas brasileiras ainda estão atrasadas no tema. E nem vislumbram o quanto terão de custo com cuidadores já na próxima década. Salvo, se aceitarem perder talentos.

O idoso foi ignorado no Plano Nacional de Educação e no regimento interno da Secretaria de Direitos Humanos. Há quatro anos, o CNDI reivindica uma secretaria especial para o Idoso (como tem das Mulheres, Igualdade de Raça, Juventude). Sem sucesso. Assim como também não saiu o Fundo do Idoso para financiar políticas públicas.

E não adianta gritar:

- Quando um conselheiro aponta falhas ou contraria propostas dos governos, sofre pressão, não pela impropriedade, mas pela censura velada de sua ousadia, diz Karla.

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012 Empresas | 17:08

Marco Tripi assume Almaviva no Brasil

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Marco Tripi, CEO Global da Almaviva e acionista controlador, passa a atuar também como CEO no Brasil, trazendo para o país sua expertise internacional sobre o mercado de CRM e TI.

Giulio Salomone deixa esse cargo, assume a vice-presidência dos Conselhos da Almaviva Brasil e da Almawave do Brasil e passa a ter entre suas atribuições o reforço da área institucional, das relações governamentais.

Nos últimos dois anos, a operação da empresa de telemarketing e informática dobrou de tamanho, passando de um faturamento anual de R$ 150 milhões para R$ 300 milhões, e projeta alcançar um faturamento de R$ 400 milhões em 2013.

Para 2014, o sonho é maior: assumir a liderança do mercado.

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Conjuntura | 13:51

2013: varejo, varejo, varejo

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A despeito das visões antagônicas de economistas ortodoxos e heterodoxos sobre as motivações para a necessária ampliação do investimento – em ritmo capaz de alavancar o crescimento econômico em 2013 -, se pelo estímulo à demanda ou à oferta, o fato é que o setor de varejo mantém seu papel de destaque para o próximo ano.

Pergunta-se a qualquer gestor financeiro como anda sua carteira e a resposta é: varejo, varejo e varejo. A aposta é no consumo das famílias. Esse ano, o PIB patina em torno de 1,5% , mas o varejo vai bater 8,5% na estimativa de muita gente de mercado.

A previsão para o ano que vem é a mesma, embora para o país o avanço estimado esteja mais para 35 do que para 4%. Gestores de grandes fundos esperam por fusões, aquisições e uma nova onda de inovações nos grandes players. As indústrias tradicionais darão mais espaço para marcas próprias das grandes redes. Grifes conhecidas passarão a operar direto no varejo, inclusive, diversificando e segmentando as vendas por classes sociais, gênero ou idade dos consumidores.

Ou seja, apesar de reclamações sobre marcos regulatórios, intervencionismo, indústria de transformação em baixa etc, é bom estar atendo para a mensagem que o mercado de capitais está enviando e com sustentação nos fatos da economia real.

Para a pujança do varejo não despertar o fantasma da inflação, a principal aposta é que o Ministério da Fazenda desaponte, mais uma vez, a indústria, com menos “defesa comercial” ou, em bom português, protecionismo. Em vez de aumento de juros pelo Banco Central, como o mercado futuro já antecipa.

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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012 Governo | 05:13

O desafio de Dilma no "conflituoso tema da Previdência"

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Em seu discurso de ontem, a presidente Dilma Rousseff garantiu recursos do Tesouro Nacional para enfrentar a resistência das empresas do setor elétrico (Cemig e Cesp, sobretudo) que se recusaram a renovar concessões dentro das regras estabelecidas pela Medida Provisória 579.

Temer e Dilma (entre Marco Maia e José Sarney): privilégios sobreviveram a duas reformas (Foto: Abr)

De acordo com Dilma, “não será trivial” o esforço fiscal do governo para reduzir as tarifas de energia na média de 20% no ano que vem, como foi anunciado em setembro. Embora tenha destacado que na empreitada da melhoria da competitividade nenhum direito trabalhista será desrespeitado, deu uma dica de onde pretende apertar o cinto para valer a energia mais barata: no sistema previdenciário.

Adiantou que o governo vai aceitar discutir “o conflituoso tema da Previdência”.

É claro, para gastar de uma lado, tem que economizar de outro. O desafio é grande. O fim do fator previdenciário, defendido pelas centrais sindicais, atinge em cheio o caixa. Mas pode obrigar o governo a discutir, pela primeira vez desde 2003, uma alternativa já que tem como princípio manter os direitos adquiridos dos trabalhadores. Uma boa hipótese para Dilma seria mexer em privilégios do nosso sistema – poupados nas duas reformas, a de Lula e a de FHC.

Na página 475 de sua biografia A arte da política, a história que vivi, FHC conta sobre a votação da reforma da previdência de 1998: “Ganhamos, mas como diz o povo, não levamos. Michel Temer, o presidente da Câmara, Casa pela qual o projeto teria de passar novamente, declarou-se favorável à manutenção das aposentadorias especiais para magistrados. Novas batalhas no horizonte…” Pelo visto, a guerra continua.

A alternativa ao fator previdenciário, como se sabe, é a idade mínima. Coisa que o PT abomina por penalizar a população mais pobre. É o que sempre defenderam o empresariado, o PSDB, o DEM e alguns integrantes da burocracia da Fazenda e da Previdência – com exceção do secretário-executivo, Carlos Gabas (PT).

PCdoB, PTB, PSOL e centrais como CTB e Força Sindical não deixam claro o que substituiria o fator previdenciário.

A introdução da fórmula 85/95 só funcionaria com a manutenção do fator, no entendimento de alguns especialistas. Esta é a ideia mais madura na análise do governo neste momento.

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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012 Negócios da Copa | 05:05

Itaquerão terá maior área VIP dos estádios da Copa

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O grande desafio das 14 novas arenas esportivas em construção no país é qualificar o público do futebol. Nesse esforço, segurança é o quesito principal. Sem isso, o tal do legado pós-Copa de 2014 estará ameaçado e, da mesma forma, a sobrevivência financeira dos estádios.

Como se sabe, a agenda de shows nacionais e internacionais será uma destacada fonte de receita. Mas o futebol, claro, continuará como a receita principal. “A saída é trabalhar para melhorar o público do esporte, até porque o público de shows é muito mais exigente em relação a conforto e segurança”, afirma o advogado Ivandro Sanchez, da área de entretenimento e esportes do escritório Machado Meyer, responsável pela assessoria de quatro estádios da Copa.

O Itaquerão, do Corinthians, por enquanto, é o mais avançado nessa estratégia. Tem o maior número de camarotes, mais de 100, e toda a logística de entrada e saída vai separar completamente a galera do público VIP. “Esses públicos só interagem na hora do jogo”. Essa é apenas uma das medidas adotadas pelos clubes no esforço de replicar aqui experiências internacionais de mudança de perfil do esporte, como a da Inglaterra, onde os hooligans deram muito prejuízo.

Um ponto crucial no esforço de oferecer mais segurança é a venda de bebidas alcoólicas, ainda a ser regulamentada. A expectativa é de liberação, mas com moderação. Como ocorre lá fora, pode ser que diante do gramado seja proibido o consumo. O público só poderá beber nas áreas reservadas dos camarotes e nos bares. Ou seja, elimina-se 90 minutos de consumo.

O Grêmio inaugura seu estádio no sábado, provavelmente, com o anúncio do primeiro direito de nomeação para uma arena no país. O mais cotado, como se sabe, é um banco chinês. Espera-se que esse primeiro negócio deslanche os outros patrocínios de estádios Brasil afora porque, agora, haverá parâmetro e as empresas vão perder o receio. O Nova Fonte Nova, aposta-se, será o segundo a ser batizado. Por uma seguradora.

Ah, sim, a Rede Globo já aceitou citar os novos nomes dos patrocinadores dos estádios.

Sanchez acredita que o Brasil crescerá ainda mais no circuito de shows. Mas a tendência são as atrações migrarem para espaços menores do que os estádios de futebol, de difícil lotação à medida em que o artista comece a vir mais para cá. Está aí a Madonna a confirmar a tendência.

O mercado de shows em estádios será mais forte fora do eixo Rio-SP. “O impacto será um ingresso mais caro em casas de show porque são bem menores”, diz Sanchez.

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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012 Congresso | 17:38

Orçamento 2013: Governo prepara "MP Jumbão" para aprovar créditos suplementares

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O Palácio do Planalto já tem preparada uma Medida Provisória para liberar os créditos suplementares ao Orçamento da União dependentes da aprovação de 45 projetos em tramitação no Congresso Nacional.

Esses projetos estão sendo usados como instrumento de pressão pela oposição na votação do Orçamento de 2013.

É a famosa “MP Jumbão”, como é conhecida esse tipo de medida de fim de ano no jargão do Legislativo.

Na sessão de ontem não houve acordo para a votação dos 45 créditos e, agora há pouco, os líderes fizeram acordo para discutir mais o problema e não deram quórum para abrir a sessão do Congresso.

O Orçamento da União de 2013, como se sabe, precisa ser votado para permitir o recesso parlamentar de fim de ano. Mas a queda de braço entre governo e oposição por causa de liberação de emendas parlamentares está impedindo um entendimento.

Com a MP na agulha, o governo pretende convencer a oposição a aprovar os créditos suplementares, considerados “indispensáveis”  para a gestão.

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Internacional | 15:59

Índia aprova entrada de capital estrangeiro no setor de varejo

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O Brasil ganhou hoje o maior concorrente internacional na disputa por investimentos na área de varejo.

O Parlamento da Índia aprovou, há poucas horas, a entrada de capital estrangeiro no setor. O Walmart e Barack Obama estão felizes da vida. Foram os principais defensores da lei.

O mercado indiano é de uns US$ 440 bilhões – o maior do mundo.

A nova lei deixa todos aqueles que estão em negociação com investidores globais mais vulneráveis – o Pão de Açúcar, por exemplo.

Na Índia, o impacto é imenso, pois, mais de 400 milhões de indianos (incluindo os agricultores) vivem de pequenos ou médios negócios de varejo e, agora, temem o tsunami das grandes redes mundiais.

Leia também:

Índia prepara maior “Bolsa Família” do mundo

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Internacional | 14:44

A flexibilidade intelectual do FMI e o fluxo de capital

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Depois de muita gente ganhar milhões de dólares com palestras, relatórios, artigos pregando a liberalização financeira irrestrita, desde fins dos anos 1980, o Fundo Monetário Internacional vem a público reconhecer, oficialmente, que o fluxo de capitais mundo afora merece, sim, um controle.

A Grande Recessão já havia feito o FMI titubear em declarações aqui e ali sobre este seu dogma. Admitira controles em alguns países e, diga-se, o Brasil saiu na frente nesta guerra. Agora o fundo publica cartilha aceitando o inexorável. Mas só em alguns casos e de forma temporária .

O fato só prova a grande dificuldade dos organismos multilaterais de virem a público, diante da comunidade internacional, reconhecer seus erros teóricos – ou suas visões institucionais distorcidas por pressão do mercado (como bem mostra o documentário Inside Jobs, ganhador do Oscar).

Durante duas décadas, o FMI influenciou as políticas mundo a fora e legou ao ostracismo políticos, visões e até mesmo universidades de Economia que pensavam diferente. O mundo, no entanto, não ouviu nenhum pedido de desculpas.

Os países que sustentam o FMI, com desembolsos altos para bancar sua estrutura e suas pesquisas, além do fundo propriamente dito, precisam estabelecer mecanismos de controle sobre a produção acadêmica do organismo. Afinal, ideias não nascem em árvores e têm consequência sobre a vida, o emprego e o futuro das pessoas.

É bastante confortável para economistas e estrategistas do FMI quebrarem tabus no tempo que determinam à mercê de interesses conjunturais. O mesmo vale para o Banco Mundial, que, durante a década de 1990, errou em recomendações, por exemplo, na questão da Previdência Social, influenciou na privatização total do sistema chileno e, depois, voltou atrás. Hoje quem paga o preço daqueles que ficaram sem previdência no país é o meu, o seu e o nosso do contribuinte do Chile.

Prêmio Nobel de Economia, Paul Krugman lembra, em seu blog, que desde as crises dos países da Ásia, nos anos 1990, apontava a liberdade de fluxo de capitais como causa, mas o FMI nunca ouviu.

Assim como fazia pouco caso da tese da “financeirização” da Economia que era vista como coisa de economistas franceses. Agora é coisa da “flexibilidade intelectual” do FMI.

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terça-feira, 4 de dezembro de 2012 Congresso | 13:44

Senador Nicanor Fagundes é revelado em sessão da CAE

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O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) foi obrigado a revelar uma de seus codinomes de militância no Partido Comunista Brasileiro na época da ditadura militar em sessão que ocorre neste momento na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, na qual o ministro da Fazenda, Guido Mantega, debate as reformas do ICMS.

Ao iniciar a rodada de perguntas, o presidente da CAE, Delcídio Amaral (PT-MS), chamou um certo senador Nicanor Fagundes.

Ninguém o conhecia.

Mas Aloysio riu e, no microfone, disse que não sabe como Delcídio descobriu que esse era o pseudônimo que, durante anos, assinava artigos no jornal do partido, A Voz da Unidade.

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Infraestrutura | 05:10

CNI ainda aposta em queda de 20% na tarifa de energia

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O presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Braga de Andrade, aposta que o governo conseguirá atingir o percentual de 20% de redução na tarifa de energia elétrica já em janeiro, mesmo que os termos da Medida Provisória 579 sejam aceitos apenas pela Eletrobras e pela Cteep.

Para Andrade, os leilões dos ativos das empresas que se recusarem a aceitar a renovação vão derrubar o valor da tarifa.

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